segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Declaração

Comitê pelo Transporte Público.
MANIFESTAÇÃO TERÇA FEIRA, 01/FEVEREIRO

Concentração ás 14h na Igreja Matriz,
Pça Tereza Cristina no Centro de Guarulhos.


Mais informações:

Declaração

Todos os anos, favorecendo os interesses dos empresários do transporte, a prefeitura aumenta o preço da tarifa do ônibus. Ironicamente, os salários não aumentam e as condições de trabalho não melhoram.
É nessa situação de total comprometimento da prefeitura com as elites, que o movimento popular busca construir condições pra um enfrentamento às suas medidas, organizando-se em um comitê de luta pelo transporte público, que aspira à apresentação ativa do ponto de vista dos trabalhadores e estudantes da nossa cidade, que estão a ter seu direito de ir e vir transformado em uma mercadoria, isto é, em trabalho explorado.
Esse comitê, respaldado pelo plebiscito popular independente realizado em 2009, que coletou mais de 3000 votos, buscou pressionar a prefeitura na realização de mudanças estruturais no sistema de transporte da cidade, tais como: Fim da dupla função, passe livre para estudantes e desempregados, redução imediata da tarifa, municipalização do transporte, fim da Guarupas, renovação das frotas e novas linhas. Todas essas são reivindicações possíveis, urgentes e necessárias.
Com muita luta dos trabalhadores, o fim da dupla função foi conquistado. Mas, essa renovação empreendida pela prefeitura, agora em 2011, com implantação do bilhete único, mudança das linhas e instalação de terminais, não é uma conquista dos trabalhadores, mas uma manipulação politiqueira, que busca captar votos e encher o bolso do patrão. É demagogia dizer que não se paga a segunda passagem, pois a prefeitura está cobrindo. Ora, essa verba deveria estar destinada a escolas e hospitais públicos.
Não houve uma discussão e um debate efetivo com as associações de bairro e entidades populares, o que levou a erros que, em muitos casos, dificultaram a vida da população e forçaram grande parte das pessoas a comprar o bilhete único, sendo que antes o trajeto poderia ser feito em uma só viagem. Tudo isso não acabou com a superlotação e as condições precárias dos terminais, ou seja, não se deu importância às condições de vida dos trabalhadores, mas à lucratividade do serviço de transporte.
  1. Redução imediata da tarifa
  2. passe livre para estudantes e desempregados
  3. Suspensão dos processos licitatórios e dos novos trajetos dos ônibus
  4. Convocação de Assembleias populares deliberativas que estabeleçam o direcionamento das novas linhas de ônibus.

Buscando o maior aprofundamento no debate sobre o tema, exigimos dos membros da câmara municipal, a convocação de uma audiência pública para a apresentação das propostas populares.

2 comentários:

  1. se a tarifa não abaixar, a cidade vai parar.

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  2. A galera precisa sair da inercia e ir p/ ruas!!!

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